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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Cientistas fazem rato paralizado por dano na medula espinhal andar

Equipe da Universidade da Califórnia trabalha em aplicação humana.
Dispositivo pode estar pronto daqui a quatro anos.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles descobriram que uma combinação de drogas, estímulos elétricos e exercícios regulares podem capacitar ratos paralisados a andar e até mesmo a correr, suportando todo o seu peso em uma esteira rolante. O estudo foi publicado neste domingo (20) na edição on-line da revista “Nature Neuroscience”.

Entre as conclusões dos cientistas está a de que a regeneração de fibras nervosas rompidas não é pré-requisito para que ratos paraplégicos voltem a andar. “A medula espinhal contém circuitos nervosos que podem gerar atividade rítmica sem input do cérebro para direcionar os músculos das patas traseiras”, explicou o principal pesquisador, Reggie Edgerton, professor de neurobiologia na Faculdade de Medicina David Geffen, da UCLA.

A equipe administrou drogas que atuam no neurotransmissor serotonina e aplicaram correntes elétricas em baixos níveis abaixo do ponto de dano da medula espinhal. Os ratos não puderam, porém, caminhar por conta própria, sem essa série de estímulos.

Para Grigoire Courtine, da Universidade de Zurique (Suíça) e coautor do artigo, o experimento demonstra que a medula espinhal é “quase capaz de (processar) processos cognitivos”. “Ela pode compreender que o ambiente exterior muda e interpretar essa informação para modificar a maneira de ativar os músculos.”

Os pesquisadores trabalham agora em um dispositivo que seja funcional em seres humanos. Segundo Courtine, ele pode estar disponível em um prazo de quatro anos.

Fonte: Portal do G1

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Pacientes em estado Vegetativo podem aprender, diz estudos.

Cientistas da universidade de Cambridge fizeram testes com estímulos simples.


Pacientes com danos graves no cérebro que não parecem ter sinal de consciência ainda têm capacidade de aprender, segundo um estudo da universidade britânica de Cambridge.

Pesquisadores fizeram testes com 22 pessoas em estado vegetativo permanente. Os cientistas faziam soar um barulho antes de soprar nos olhos das pessoas.

Ao ouvir o barulho, algumas pessoas demonstravam que estavam antecipando o sopro, ao mexer com os músculos próximos aos olhos antes de terem seus olhos soprados.

A equipe espera, com ajuda do teste, descobrir quais pacientes têm maiores chances de se recuperar, segundo pesquisa publicada na revista científica Nature Neuroscience.

Consciência

O pesquisador Tristan Bekinschtein, da universidade de Cambridge, disse que havia um consenso de que os pacientes só conseguiriam ligar um fenômeno ao outro - o barulho ao sopro - se estivessem conscientes dos fatos.

Mas o estudo, onde 70 sopros foram dados em 25 minutos, mostrou que este tipo de reação condicionada é possível até em pacientes que não estão conscientes, pelas medidas convencionais dos cientistas.

Eletrodos posicionados nos olhos detectaram o movimento dos músculos.

Uma experiência semelhante com pessoas sedadas com anestesia geral não obteve as mesmas respostas, sugerindo que os pacientes em estado vegetativo podem ter algum nível de consciência que não é medido por testes convencionais.

Para Bekinschtein, os pacientes que responderam aos estímulos sonoros antecipando o sopro têm maior probabilidade de se recuperar. Segundo ele, 80% dos pacientes que responderam ao barulho tiveram algum tipo de evolução no seu estado.

Os cientistas preparam agora um grande teste do tipo com pacientes nos Estados Unidos e na Bélgica.

"Estes eram experimentos pavlovianos clássicos e alguns pacientes, mas não todos, responderam", disse o cientista.

"Eles estavam claramente antecipando o estímulo que viria, então existe algum tipo de percepção. Do ponto de vista do paciente que está supostamente inconsciente isso pode ter implicações profundas."

Fonte: Portal do G1

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